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Os 100 anos de GRE-NAL - “Até a pé nós iremos Para o que der e vier Mas o certo e que nós estaremos Com o Grêmio onde o Grêmio estiver ...”

O filme

Supremacia Vermelha é o documentário longa-metragem que fala da relação com o adversário contra o qual o Inter mais gosta de jogar. Alguns falam em rivalidade, mas é um exagero. Que rival é esse que perde em todos os quesitos? Até o fim de 2009, ano do centenário do confronto, eram 142 vitórias do lado colorado – 23 a mais que os azuis. 540 gols marcados contra 501 sofridos. Ganhamos 39 Gauchões – quatro a mais do que eles.

Sem falar nos Gre-Nais históricos: o Gre-Nal do século, o Gre-Nal dos 7 a 0, o Gre-Nal em que estragamos a festa da inauguração da casa deles, o Gre-Nal do “cinco muito”, o Gre-Nal do Gol 1.000. A lista é longa, e talvez seja mais apropriada para uma mini-série do que para um filme.

Feito por uma equipe de colorados para a torcida colorada, Supremacia Vermelha nasce para celebrar o domínio do Inter em seus pagos. E já vem com uma missão: estender para as salas de cinema a liderança dos gramados.

Só nos faltava o título de campeão de bilheteria. Com Supremacia Vermelha, a conquista se aproxima.

Equipe

Fabiano de Souza

Direção

Fabiano de Souza nasceu em 1973. Antes de completar dez anos já era tricampeão brasileiro de futebol. Inclusive, esteve ao lado do pai e do irmão na final da conquista invicta de 1979. Lembra do gol do Falcão, mas recorda-se ainda mais da primeira vitória contra o Vasco: dois gols de Chico Spina, feitos lá no Maracanã.

Foi muito ao Beira-Rio, sempre ao lado do Enéas e do Diego, os já citados pai e irmão.Tinha o limite de comer no máximo dois sorvetes por cada tempo de jogo e sentava em baixo do relógio – naquela época dava para contornar o estádio e ficar sempre atrás do gol adversário. Dali viu a estreia de Rubem Paz e os títulos gaúchos capitaneados pelo meio uruguaio.

Já ao lado dos amigos de faculdade – sentando em um local central do Beira-Rio – assistiu ao pênalti cobrado por Célio Silva, uma bangornada que mandou o Fluminense de mãos abanando para o Rio de Janeiro e deixou em Porto Alegre a Copa do Brasil de 1992.

Um pouco depois desse titulo nacional, virou roteirista e diretor de cinema e televisão. Rodou diversos curtas metragens e assinou vários programas especiais da RBS TV. Entre suas realizações estão Um estrangeiro em Porto Alegre (1999), Cinco Naipes (2004) e O Louco (2007). No meio disso, tornou-se professor dos cursos de Produção Audiovisual e Publicidade e Propaganda da FAMECOS/PUCRS.

Em 2006, acompanhou com sua esposa colorada a vitória contra o Barcelona. A Gabi já trazia na barriga a Maria Clara – outra ladina vermelha. Quando Gabiru fez o gol, sentiu que aquele serzinho que hoje tem mais de dois anos dizia apenas uma coisa: PAPAI É O MAIOR.

Luís Augusto Fischer

Roteiro

Luís Augusto Fischer é neto, filho, sobrinho, irmão, primo, tio, padrinho e pai de colorados de fé. Nascido em 58, era menino quando aprendeu a dor de ser solidário ao clube do coração nos momentos de baixa. Mas quando chegou aos 10 anos acompanhou a construção do Beira-Rio, que inaugurou uma das eras mais espetaculares que um time pode conhecer, em qualquer parte ou época: octacampeão gaúcho e tricampeão nacional no país do futebol, com um time que, como sempre ocorre nas grandes fases do Colorado, combinava a garra das equipes do sul com as virtudes do jogo brasileiro.

Professor de literatura e escritor, tem em sua biblioteca uma das mais notáveis relíquias que um torcedor do Inter pode ter: o álbum de figurinhas da inauguração do Beira-Rio, completo como devem ser as lembranças da felicidade.

Felicidade que chegou ao ponto sublime com o Mundial de Clubes, acontecida no mesmo ano em que nasceu seu filho, Benjamim, que com poucas semanas de vida percebeu como é bom ser colorado.

Fischer escreveu o livro Meu Pequeno Colorado e é co-autor, com Fernando Carvalho, de De Belém a Yokohama.

É também o autor do roteiro dos filmes Gigante – Como o Inter Conquistou o Mundo e Nada Vai nos Separar – Os Cem Anos do S.C. Internacional.

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